Dengue: Guia completo com 20 respostas essenciais sobre a doença

# Dengue: 20 perguntas e respostas para você entender a doença

A dengue continua sendo um dos principais problemas de saúde pública no Brasil, afetando milhões de pessoas anualmente. Conhecer os sintomas, formas de prevenção e tratamentos adequados pode salvar vidas. Entenda tudo sobre esta doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti.

A dengue é uma doença viral transmitida pela picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti infectada. Existem quatro tipos diferentes do vírus da dengue, identificados como DEN-1, DEN-2, DEN-3 e DEN-4. Cada pessoa pode ser infectada pelos quatro tipos ao longo da vida. A reinfecção por um tipo diferente pode causar formas mais graves da doença.

Os sintomas da dengue aparecem entre 4 a 7 dias após a picada do mosquito infectado. Febre alta, dor de cabeça intensa, dores no corpo e nas articulações são os sinais mais comuns. Náuseas, vômitos, manchas vermelhas na pele e dor atrás dos olhos também podem ocorrer. Em casos graves, podem surgir sangramentos e queda da pressão arterial.

A dengue hemorrágica representa a forma mais grave da doença e requer atenção médica imediata. Caracteriza-se por sangramento, diminuição das plaquetas e extravasamento de plasma. Os sintomas incluem dor abdominal intensa, vômitos persistentes e dificuldade respiratória. O diagnóstico precoce e tratamento adequado são fundamentais para evitar complicações fatais.

Não existe tratamento específico para a dengue, apenas cuidados de suporte para aliviar os sintomas. O paciente deve manter repouso, ingerir bastante líquido e usar medicamentos para controlar a febre. É fundamental evitar aspirina e anti-inflamatórios, pois podem aumentar o risco de sangramentos. Paracetamol é a opção mais segura para o alívio da dor e febre.

A prevenção da dengue depende principalmente do combate ao mosquito transmissor. Eliminar água parada em recipientes como vasos, pneus, garrafas e caixas d’água descobertas é essencial. O Aedes aegypti deposita seus ovos em água limpa e parada. Pequenas quantidades de água já são suficientes para a reprodução do mosquito.

O mosquito Aedes aegypti tem hábitos diurnos e prefere ambientes urbanos para se reproduzir. Ele pica principalmente durante o dia, especialmente no início da manhã e final da tarde. O inseto voa baixo, geralmente picando pernas e pés. Suas larvas se desenvolvem em água parada em aproximadamente uma semana, dependendo da temperatura.

A vacina contra dengue existe no Brasil, mas possui indicações específicas. Ela é recomendada apenas para pessoas que já tiveram dengue comprovada laboratorialmente. Para quem nunca foi infectado, a vacina pode aumentar o risco de desenvolver formas graves. A decisão de vacinar deve sempre ser tomada junto com um médico especialista.

Gestantes com dengue requerem acompanhamento médico rigoroso durante toda a gravidez. A doença pode causar complicações como parto prematuro, baixo peso do bebê e sangramentos. A transmissão vertical do vírus da mãe para o feto é rara. O aleitamento materno não está contraindicado, mesmo durante a infecção aguda.

Crianças e idosos representam grupos de maior risco para desenvolver complicações graves da dengue. O sistema imunológico ainda em desenvolvimento ou enfraquecido pode não responder adequadamente à infecção. Sintomas como irritabilidade persistente, sonolência excessiva ou recusa alimentar devem ser valorizados. O acompanhamento médico deve ser mais frequente nestes casos.

O diagnóstico da dengue é realizado através de exames clínicos e laboratoriais específicos. Testes rápidos podem detectar antígenos virais ou anticorpos no sangue. Exames como hemograma completo ajudam a monitorar a evolução do quadro. A contagem de plaquetas é fundamental para avaliar o risco de sangramentos e complicações graves.

A dengue continua sendo um desafio constante para a saúde pública brasileira, exigindo ação conjunta da população e autoridades. O conhecimento sobre prevenção, sintomas e tratamento adequado pode reduzir significativamente os casos graves e óbitos. A eliminação de criadouros do mosquito permanece como a estratégia mais eficaz de controle. Manter-se informado e adotar medidas preventivas são atitudes fundamentais para proteger a família e a comunidade.

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